Pensamentos

Primavera de quarentena

Eu amo a primavera. E sua existência é fundamental para que eu consiga sobreviver aos 6 longos meses de escuridão do outono e inverno em Berlim. É como uma luz no fim do túnel. Uma promessa de vida.

Mas essa primavera está diferente. A pandemia do coronavirus nos aprisionou em casa. Desde 16 de março, meu filho está sem escolinha e terapias, eu estou “fingindo” fazer aulas online e meu marido está trabalhando em home office. Já foram mais de 50 dias, e não sabemos quantos dias ainda serão necessários.

Eu não posso sair para ver minhas amadas tulipas. Não posso apreciar uma cerveja depois de um longo pedal. Não posso visitar meus amigos. Não posso praticar alemão com desconhecidos. Não posso assistir Formula 1. Não posso planejar uma viagem. Não posso ir em museus, e o show mais esperado da minha vida será reagendado para 2021.

Além disso, ainda tenho que lidar com emoções nunca antes sentidas por mim, pelo meu filho e pelo meu marido. E torcer para que elas não nos tragam consequências para além da quarentena.

É um desafio enorme. E vencê-lo não depende só de mim.

Mari.

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