Pensamentos

Bem-vindo 30!

Bem-vindo 30

Já fui muitas Marianas, bem diferentes da que sou hoje. Algumas delas ficaram na minha infância, na minha adolescência, e outras deixei de ser há apenas alguns dias. Mas posso afirmar que em meio a tantas experiências, erros e acertos, certamente eu evoluí muito como amiga, esposa, filha, arquiteta e ciclista. Hoje sou uma pessoa melhor do que fui ontem. E a cada dia amo mais a minha vida e as pessoas que eu escolhi para fazer parte dela.

30 anos é muito tempo! Mas como dizia um dos meus ídolos, Bruce McLaren: “a vida não é medida em anos, e sim em realizações”. Portanto, nada melhor do que refletir sobre as minhas conquistas, e agradecer profundamente as pessoas que contribuíram para a minha jornada ficar mais leve… em especial ao amor da minha vida: Daniel.

Olhando para o passado mais distante, lembro com saudade da minha infância com os amigos do Regalo, e das minhas férias de verão com minhas primas em Lins, quando minha única preocupação era andar de bicicleta ou patins. Nessa época fui construindo minha personalidade e descobrindo o meu espaço no mundo.

Sempre fui boa aluna, e lá pela sétima série no Fornari, eu decidi ser Jornalista, pois gostava muito (e ainda gosto) de ler e escrever. Mas no ensino médio eu mudei de ideia. Afinal, a adolescencia é uma fase de muitas descobertas, e a ETE me proporcionou as melhores experiências. Esse foi um grande período de compreensão sobre quem eu realmente sou e quem eu quero ser, foi quando eu comecei a construir a fundação de toda a minha vida adulta.

Na ETE eu decobri novos limites, e aprendi a usá-los com responsabilidade. A escola era mais distante de casa e os meus melhores amigos eram todos meninos. Entre uma aula e outra (ou durante, mas não contra pra minha mãe), ficávamos de bobeira conversando nas quadras externas ou íamos ao Bloco 7 – uma lanchonete próxima da escola.

Mas eu continuava estudiosa e contabilizando minhas faltas para não “bombar” em nenhuma matéria. Isso chegava a ser engraçado: Eu era uma nerd tentando parecer descolada. E confesso que só recentemente me assumi careta, quando um grande amigo me descreveu graciosamente dessa forma.

Foi também na ETE que eu me descobri no teatro. Onde mais um grupo de amigos surgiu, na verdade dois, pensando bem três, ou quatro, ou cinco… Participei de muitas peças, fiz muitos cursos na área, conheci muita gente legal e verdadeiramente descolada. E assim descobri meu amor pela arte. O que acabou por me levar à Arquitetura, minha profissão atualmente.

O teatro também me fez conhecer o Daniel. E isso definitivamente completou a minha vida, e me possibilitou muitas outras realizações ao longo dos anos. Foi também no período da ETE que a familia Espada Pinto da Costa começou a aumentar e eu me tornei tia. Hoje tenho quatro sobrinhos lindos que amo de montão.

Depois de uma fase tão recheada de novidades, passei por um curto período no cursinho Objetivo, que apesar de inútil na intenção de ser aprovada em uma faculdade pública, foi essencial para me apresentar a um grande irmão que eu sempre tive e não sabia. Um amigo que vai caminhar (ou melhor, pedalar) comigo por toda a vida, sem dúvida.

Então fui pra faculdade, estudei muito e “perdi” meus finais de semana fazendo os melhores projetos da sala. Pra depois me formar Arquiteta e “perder o chão” ao descobrir que um boletim cheio de notas 10 não servia pra nada no mercado de trabalho. Pelo menos os amigos que conquistei na faculdade continuam nota 10, mesmo depois da formatura.

Também na época da faculdade eu desenhei novos limites para a minha vida. Fui explorar o mundo e sai de casa para morar com o Daniel. Após 1 ano me casei. Casamento simples, no cartório, com dois grandes amigos assinando como testemunha. Depois um jantar com a familia no Vico d’o Scugnizzo, um restaurante delicioso com jeitinho de vila Napolitana.

Nessa mesma época comecei a oferecer minha contribuição para o mundo da arquitetura. Deixei de trabalhar com eventos e telemarketing para fazer meus primeiros estágios. Passei por pequenas e grandes empresas, aprendi muito, fiz amigos, e adquiri uma experiência fantástica na área de projetos.

E dessa forma o jornalismo virou, definitivamente, um hobbie. Apesar de sério e compromissado, conforme fui me envolvendo em blogs de Formula 1. Primeiro o F1 Around, do qual eu fui leitora e admiradora do autor, de quem sou muito amiga atualmente. Depois comecei a escrever no Ultrapassagem, que me trouxe outro grande amigo, que no momento divide o comando do Papaya Orange comigo. Sem falar de alguns leitores dos meus textos, que se tornaram grandes amigos, espalhados de Norte a Sul do Brasil.

Não me tornei jornalista, mas esse interesse me trouxe muitas experiências, como todas as vezes que fui acompanhar de perto a Formula 1, o WEC, a Stock Car, a Indy, dentre outras categorias. Inclusive, registrar em um caderno o meu primeiro treino livre da Formula 1 em Interlagos, foi o que chamou atenção do pessoal das torcidas organizadas. Sem isso eu poderia ter passado despercebida pelo Gzão. E também por uma grande amiga São Bernardense que fui encontrar naquelas arquibancadas de Interlagos.

Depois de um tempo sem grandes novidades, achei que nada mais iria mudar na minha vida. Então veio uma viagem à Paraty, onde alugamos bikes e pedalamos por uma estrada de terra até as fazendas da região. Ali descobrimos o nosso amor pelo ciclismo e voltamos pra casa com a intenção de comprar um “novo brinquedo”.

Então pesquisamos e compramos as nossas primeiras bikes. E com elas conhecemos mais pessoas, mais amigos, mais lugares, mais caminhos. Nossa vida mudou completamente, e pra muito melhor! A bike foi só o início de uma vida mais simples, com mais qualidade (incluindo um nariz sem sinusite!), e de um novo olhar para o mundo que nos cerca. Após 4 anos de ciclismo, uma bike urbana, uma MTB e uma Speed para cada um, muitas cicloviagens, trilhas e estradas – não consigo mais viver de forma diferente… e um dia quero poder compartilhar nossa visão de mundo com o nosso ciclistinha, que ainda virá para pedalar conosco pela vida.

Mas nada disso seria possível sem a conquista de um grande sonho: Ter o nosso apartamento próprio. Pois nele temos o espaço de 2 vagas na garagem para acomodar 1 carro e 6 bikes! Além de ter um lar aconchegante para nos receber depois de um longo pedal cheio de “sofrência” e superação.

Hoje posso dizer que me sinto feliz com todas as minhas (e nossas!) realizações. E acho que Bruce McLaren diria que minha vida está na medida certa para 30 anos… Apesar da carinha de 18, hehehe!

Em resumo, só quero dizer: Feliz aniversário para a Pedrita, Marianinha, Hermione, Má, Mari, Mari Espada, Mariana. Todas as meninas e mulheres que já fui e que ainda sou! Bem-vindo 30!

 

2 comentários em “Bem-vindo 30!

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